Cuidado, compromisso e, principalmente, saber o que está fazendo e para quem está fazendo! Esses são requisitos básicos para qualquer empresa que se dispõe a exercer a atividade de manutenções preditivas, preventivas e corretivas em sistemas de climatização em ambientes hospitalares. Todo o processo realizado dentro deste setor precisa de toda atenção que só uma equipe especialista pode dar. Hoje, vamos te explicar o porquê.
Aqui você vai encontrar:
Como funciona o sistema de climatização de um hospital?
Quais são as principais exigências para sistemas de climatização para hospitais?
Como e quando devem acontecer as manutenções preditivas, preventivas e corretivas em hospitais?
Sistemas de climatização são complexos. Projetos de engenharia que contemplam este mercado não requerem apenas experiência e seriedade, mas um compromisso contínuo com a tecnologia, inovação e particularidades para a implantação. Um fato que precisamos levar a sério é que ambientes hospitalares miram a segurança e funcionamento de todas as atividades e manutenções preditivas, preventivas e corretivas devem, sempre, priorizar essa máxima!
Como funciona o sistema de climatização de um hospital?
O sistema de climatização em um ambiente hospitalar é responsável por proporcionar conforto e saúde para pacientes, funcionários e visitantes em vários aspectos, vamos falar melhor sobre cada um deles:
Ventilação
A ventilação é um aspecto crítico do sistema de climatização. Ele garante a circulação de ar fresco enquanto remove ar viciado, odores e contaminantes transportados pelo ar. O sistema de ventilação normalmente consiste em unidades de tratamento ventiladores, filtros e sistemas de exaustão. Ela também ajuda na movimentação do ar pelos dutos, promovendo a circulação e mantendo um fluxo de ar constante.
Unidades de tratamento de ar
Elas absorvem o ar externo e o filtram para remover poeira e outras partículas. Também controlam os níveis de umidade e temperatura antes de fornecer o ar condicionado para diferentes áreas do hospital.
Filtros
São componentes de alta eficiência que capturam bactérias, vírus, alérgenos e outros patógenos. Esses filtros são projetados para atender a rigorosos padrões de qualidade do ar e garantir um ambiente limpo e saudável.
Sistemas de Exaustão
Os sistemas de exaustão ajudam a remover o ar contaminado ou viciado de áreas como salas de cirurgia, salas de isolamento e laboratórios. Esses sistemas podem incluir exaustores e dutos dedicados para expelir o ar com segurança para fora do edifício.
Zoneamento e controles
Hospitais são divididos em várias zonas, como quartos de pacientes, salas de cirurgia, áreas de diagnóstico e espaços administrativos. Cada zona tem requisitos separados de temperatura e umidade. O sistema de climatização utiliza controle de zona e sistemas de controle avançados para regular a temperatura, umidade e fluxo de ar em cada zona de forma independente. Isso permite um controle preciso e eficiência energética.
Além disso, hospitais contam com requisitos dedicados para ambientes que precisam de mais atenção ainda, como, por exemplo:
Salas de cirurgia: têm padrões específicos de qualidade do ar para minimizar o risco de infecção. Essas salas geralmente têm suprimento de ar estéril e altamente filtrado com temperatura e níveis de umidade controlados.
Salas de Isolamento: são projetadas para isolar pacientes com doenças contagiosas. O sistema de climatização das salas garante pressão negativa, evitando que o ar contaminado se espalhe para outras áreas do hospital.
Laboratórios: têm sistemas de climatização especializados para manter condições específicas de temperatura, umidade e qualidade do ar adequadas para pesquisas e testes.
Quais são as principais exigências legais para sistemas de climatização para hospitais?
Já deu para perceber que os hospitais contam com um sistema de climatização complexo e que requer muita atenção! Essa atenção e dedicação não é só uma premissa que as empresas precisam ter como, também, é um requisito legal para que o hospital possa exercer atividades com segurança. Algumas delas fazem parte da:
Normas ABNT
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publica normas que podem ser aplicadas a sistemas de climatização em hospitais. Esses padrões abrangem aspectos como projeto do sistema, instalação, taxas de ventilação, qualidade do ar, eficiência energética e segurança. Algumas normas ABNT relevantes incluem NBR 16401 (Ar Condicionado em Edificações) e NBR 7256 (Ventilação em Edificações).
RDC 50
A Resolução RDC 50 é um documento normativo expedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Ele estabelece requisitos técnicos para o planejamento, projeto, construção, operação e manutenção de estabelecimentos de saúde, incluindo sistemas de climatização. A conformidade com a RDC 50 garante que esses sistemas atendam a padrões específicos de qualidade, controle de temperatura, níveis de umidade e controle de infecções.
Códigos de construção locais
Cada estado ou município no Brasil pode ter códigos de construção específicos que regem o projeto, construção e operação de edifícios, incluindo hospitais. Esses códigos incluem disposições para sistemas de climatização também, abrangendo aspectos como projeto do sistema, seleção de equipamentos, eficiência energética, segurança contra incêndio e taxas de ventilação. É essencial consultar os códigos de construção locais aplicáveis à localização específica do hospital.
Regulamentações Ambientais
Hospitais precisam cumprir as regulamentações ambientais relativas a emissões, uso de refrigerante e manuseio de substâncias perigosas. No Brasil, as regulamentações ambientais são supervisionadas principalmente pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e podem variar dependendo do estado ou município.
Como e quando devem acontecer as manutenções preditivas, preventivas e corretivas em hospitais?
A manutenção do sistema de climatização em hospitais é crucial para garantir o bom funcionamento dos equipamentos, minimizar o tempo de inatividade e manter o ambiente de saúde seguro e eficiente, de acordo com todas as atividades e compromissos já listados acima. Para isso, se estabelece protocolos que devem ser seguidos nos diferentes tipos de manutenção como, por exemplo:
Manutenção preditiva
A manutenção preditiva envolve o uso de dados e técnicas avançadas de monitoramento para antecipar falhas de equipamentos e realizar tarefas de manutenção de forma proativa. Isso evita avarias inesperadas e permite atividades de manutenção planejadas. Em ambientes hospitalares ela pode acontecer de várias formas: empregando tecnologias de monitoramento como sensores, análise de dados e sistemas de monitoramento de condições, coletando dados sobre o desempenho do equipamento. Além disso, também é possível definir limites ou parâmetros que indicam quando a manutenção é necessária. Por exemplo, se a temperatura de um resfriador flutuar além de um determinado intervalo, isso pode indicar uma falha iminente.
Manutenção preventiva
A manutenção preventiva envolve inspeções programadas, manutenção e substituição de componentes para evitar falhas no equipamento e garantir o desempenho ideal. É realizada regularmente e pode ser categorizada em manutenção baseada no tempo ou baseada no uso. As principais considerações para a manutenção preventiva em hospitais incluem:
- Diretrizes do fabricante do equipamento;
- Inspeção e testes regulares de equipamentos críticos, como sistemas de climatização, geradores e dispositivos médicos;
- Substituição de componentes e peças com vida útil definida, como filtros, correias e rolamentos;
- Calibração e verificação de desempenho.
Manutenção corretiva
A manutenção corretiva é realizada em resposta a falhas ou mau funcionamento do equipamento. Embora a manutenção corretiva seja geralmente reativa, os hospitais devem se esforçar para minimizar os reparos de emergência e implementar algumas práticas, como o tempo de resposta, por exemplo. Os hospitais precisam estabelecer protocolos e tempos de resposta para lidar com falhas de equipamentos prontamente. Equipes de reparo de emergência ou técnicos de plantão podem estar disponíveis para resolver rapidamente falhas críticas. Além disso, a documentação e análise sobre cada evento de manutenção corretiva deve ser realizado, incluindo o modo de falha, causa e ações tomadas. Essas informações podem ser analisadas para identificar problemas recorrentes e possíveis melhorias nas estratégias de manutenção preventiva ou preditiva.
Hospitais operam sob missão crítica, e só um trabalho especialista e tecnológico pode promover manutenções efetivas, seguras e que mantém o ambiente em equilíbrio. O tempo todo! Conheça as soluções da KPM Service.